L. Coffe

Setembro 4, 2008

Destino. Parte I

Arquivado em: Contos — lcoffe @ 12:56 am
Tags: , ,

Existe essa coisa que não sei bem o que é.
Quem nunca parou pra pensar no futuro? Dizem que o futuro não existe. O que existe é o presente que vai virar passado pra chegar ao futuro que já é o presente (confuso, não?). E se pudéssemos por uma fração de segundos saber como iremos estar daqui a dez, vinte anos?
Será que comprarei um carro do ano? Uma casa com piscina e um amplo jardim?
Posso simplesmente escrever minha história e ignorar o fato de que talvez Deus tenha escrito para mim?
Futuro, encontros, coincidências, fatos…
Destino é como fé. Um mistério não revelado.

No tempo em que andar de ônibus, ir ao cinema e comer uma coxinha não se gastava mais que dez reais.


- Cara estou te falando, a festa do japonês vai ser foda.
- Claro, bebida liberada a noite toda. Já estou pronto, só colocar o tênis.

Ela vai estar com a gente o tempo todo. Talvez ela me note. Não como amigo.
É embaraçoso estar apaixonado por uma das suas melhores amigas, será que esse lance de amizade realmente não funciona em um relacionamento?
Essa festa vai ser a ligação entre o nosso primeiro beijo, espero. Talvez eu não tenha coragem… Ou talvez ela não tenha coragem.

A festa já havia começado quando os seis supostos amigos chegaram.
(Matheus, Mariana, Rebeca, Vitor e Lucas)

- Ai Lucas, borá pegar uma vodka pra começar bem… Não tem quase ninguém ainda.

E La se foram às primeiras horas de festa. Em pouco tempo já estavam todos bêbados caminhando pelo salão. Enquanto isso a festa ia recebendo mais e mais convidados.
Matheus tentava se aproximar das meninas com a intenção de roubar um beijo de Rebeca.
Aparentemente só estão os três ali parados vendo a movimentação, como de costume Matheus começa a brincar com as duas amigas, uma frescurinha ali outra aqui. E de uma mordidinha no pescoço selam o primeiro e demorado beijo.
Mas… tem algo errado.

Rebeca se afasta e de longe observa Matheus beijando Mariana.

Agosto 18, 2008

Em três pontos da cidade.

Arquivado em: Contos — lcoffe @ 9:46 pm

Acendendo um cigarro e agasalhando-se melhor, é uma noite gelada.

“ Cansei dos cafés noturnos e sem açúcar, lá se foi a minha ultima gota de paciência.
É incrível imaginar que em algum canto da cidade alguém esteja observando as mesmas estrelas, o mesmo céu. “

No hospital particular da cidade;
Nem café nem cigarro.

“ Essas paredes me deixam louco, e a demora com esses resultados? Tenho uma vida pra cuidar fora desse inferno. Dois dias internados por conta de uma dor no peito e alguns enjôos?
Não poderia ser pior.”

Na fila da boate; Impaciente, inquieto e pensativo.

- Hey! Tem um cigarro?
- Claro…
Sou tão estúpido com este cigarro na boca. Eu nem fumo, porque fazer disso uma graça?
Deve ser essa ansiedade, será que ela já entrou? Talvez ela nem venha.”

Alguns imaginam a vida como uma linha reta e enxergam metas por essa linha.
Talvez seja uma coincidência como pensa Tereza tentando entender como funciona a cabeça de cada pessoa que a cerca.
Às vezes é só uma fase ruim, nada é coincidência, Alberto não agüenta o hospital. Mas pegar os resultados e ir embora dali é uma questão de tempo. Será isso, tempo?
Matheus está apaixonado; diz pra si mesmo que aquilo é amor. E pensa nela enquanto espera a fila andar.

Da seu ultimo trago, pula a janela e volta pro quarto. Deita em sua cama e desperta depois de alguns minutos com um barulho vindo da sala.
“ Mãe!!!?? “
Leva um susto ao ver sua mãe debruçada no chão.

A porta do quarto se abre e Alberto vê o medico com alguns papeis nas mãos.
“ Alberto! – diz o medico vagarosamente – estou com seus resultados em mãos, sinto muito, você tem câncer no pulmão – da uma pausa, olha para os papeis e volta a dizer – Podemos aliviar a dor e te deixar mais confortável. “

Enquanto isso.
“ – Matheus. – grita uma voz de dentro da boate.
Pensou feliz: “ ela veio!… “

Blog em WordPress.com.